segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Música de Poços de Caldas conquista 1º lugar em A Canção da Terra

A música Água de Beber, defendida no Festival Nacional de Música A Canção da Terra por Zé Alexandre, carioca radicado em Poços de Caldas, conquistou o primeiro lugar em meio às 32 canções apresentadas por músicos de todo o país no Teatro Manoel Lyra, de 25 a 27 de fevereiro. O anúncio dos vencedores da maratona cultural aconteceu na noite do último domingo, após show do cantor e compositor Arnaldo Antunes.

“Os festivais são importantes porque nós músicos temos poucas oportunidades de nos vermos durante o ano. Eles são ideais para a troca de ideias”, destacou Zé Alexandre, que participou pela primeira vez de um evento do gênero em 1979, na extinta TV Tupi. “Gosto do clima, da oportunidade de poder divulgar o meu trabalho”, completou.

O segundo lugar ficou com Ivânia Catarina e Carlos Gomes, de Praia Grande, que apresentaram Diário de Uma Flor. Perto de completar 20 anos de carreira, a cantora elogiou o respeito que os músicos tiveram com os horários. “A questão ecológica está mais próxima, a mídia dá mais espaço para o assunto e as pessoas estão com mais consciência, embora a gente precise caminhar muito”, avaliou a cantora, que no passado participou do Festival.

Responsável pela música Louvação, o mineiro Gil Damata, de Belo Horizonte, garantiu o terceiro lugar. Também de Belo Horizonte, o músico Zebeto Corrêa conquistou a quarta colocação com Um Rio de Tempo. O quinto lugar ficou com Rodrigo Zanc, de São Carlos, que defendeu a música Rios.

Na categoria músicos de Santa Bárbara d´Oeste, conquistaram o primeiro e segundo lugares, respectivamente, Gilberto Minotti & Rubby de Abreu (Pobre Homem) e a banda Capitão Pimenta (Salve este Planeta). Também foi para Santa Bárbara o Prêmio Consagração Popular: Mayra & Cleber Fernandez, que cantaram Garça Pantaneira. Houve ainda o prêmio de Melhor Intérprete para Thiago Augusto, de São José do Rio Preto.

A comissão avaliadora do Festival foi composta por Paulo Brasileiro, Ciça Chadô, Aparecido Dias, Carlos Jerônimo Vieira e Fernando Barreto, responsáveis pelas análises das categorias letra, música e interpretação, com notas de um a 10. Ao todo foram distribuídos R$ 20 mil em prêmios, sendo de R$ 1.000 a R$ 5.000 do primeiro ao quinto lugar. A melhor música de Santa Bárbara levou R$ 2.000 e a segunda predileta R$ 1.000. Melhor intérprete e consagração popular receberam ambas R$ 1.000.

O prefeito Mário Heins compareceu ao Teatro para acompanhar as apresentações dos 16 músicos e prestigiar o show de Arnaldo Antunes, para depois entregar os prêmios.

Em seu pronunciamento, Heins elogiou o empenho de Farid para a retomada do Festival. “Santa Bárbara tem o privilégio de receber mais uma criação de sua genialidade”, disse o prefeito, que logo depois agradeceu aos funcionários do Teatro Manoel Lyra, que se revezaram nos três turnos para garantir a infraestrutura adequada do evento.

O secretário Giovanni Bonfim lembrou que “A Canção da Terra pode ser chamado de o maior Festival de música brasileira do país, que vai deixar marcas no coração de todos, não apenas da cultura, como ainda em toda a população de Santa Bárbara.”

Já Farid encerrou os pronunciamentos dizendo que “as coisas só acontecem quando existe vontade política”, ao referir-se à retomada do Festival depois de uma década.

A realização do Festival A Canção da Terra foi da Secretaria de Cultura e Turismo de Santa Bárbara, com apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Estado de São Paulo, produção cultural de 3marias Produtora e patrocínio da Têxtil Canatiba.

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